A DESGRAÇA DE SER HOMEM BRANCO E HETEROSSEXUAL

reprodução internet

Em um documento dramático de Bento XVI, lemos: “Às vezes, temos a impressão de que nossa sociedade precisa de pelo menos um grupo, para o qual não é reservada nenhuma tolerância; contra o qual poder tranquilamente atirar-se com ódio. E se alguém se atreve a abordá-lo, também ele perde o direito à tolerância e também pode ser tratado com ódio sem temor e reserva“. O debate político, a leitura dos jornais, as redes sociais confirmam todos os dias que existem pessoas contra quem agora é admitido com segurança que expressem desprezo e ódio, aliás, é até justo. Vejamos o tratamento para Donald Trump, submerso por ódio e desprezo sem precedentes, ainda mais surpreendente quando comparado à atitude de respeito reservada a certos tiranos, como o chinês Xi Jinping. Mas, além dos indivíduos, existem categorias inteiras, que são alvo de desprezo pela ideologia dominante, pela mídia e por um sistema que une todos os que estão no poder, desde as praças dos manifestantes até as multinacionais.

Vamos pegar o caso mais recente. Estão certas os protestos pacíficos pelo terrível assassinato do pobre George Floyd (os responsáveis devem responder por isso). Mas houve manifestações violentas que levaram o caso como pretexto para colocar o homem branco e ocidental no banco do acusado, como tal de submeter a expiação dos ajoelhamentos e a demolição das estátuas, ou seja, ao cancelamento de sua história. Chegamos a considerar o “brancoem si como sinônimo de mal, até acusar o jogo de xadrez porque “o branco se move primeiro” (o grupo da l’Oreal até cancelou as palavras branco / branqueamento da descrição de seus produtos).

Essa tendência começou nas universidades americanas na década de 1980, quando o marxismo, tornando-se imprescindível, se reciclou em “politicamente correto” e os multiculturalistas conquistaram a hegemonia contestando o cânone cultural do Ocidente feito principalmente de “homens europeus mortos“, exigindo “uma representação adequada de todas as minorias possíveis: étnica, religiosa e obviamente de gênero“.

Um grande crítico literário, Harold Bloom, se rebelou contra essa ideologia e escreveu seu memorável trabalho, o cânone Ocidental, precisamente para defender a “qualidade” de Shakespeare, Dante, Homero e todos aqueles que são os pilares de nossa civilização. Ele escreveu desolado: “Hoje me vejo cercado por professores hip hop, por clones da teoria gálico-germânica, por ideólogos do gênero e de várias crenças sexuais, por inúmeros multiculturalistas, e percebo que a balcanização dos estudos literários é irreversível“.

De fato, chegou também, a balcanização da política e da mídia espalhando-se graças à internet e às mídias sociais. Hoje é autorizado o desprezo pelo homem, branco, heterossexual. Ainda mais, se você tem ideias de centro-direita, se é contra a União Europeia, o euro e se é contra a imigração: “Deus nos pedirá conta….” disse Bergoglio, então não poderá estar t

ambém no consórcio civil. Se pois alguém expressa simpatia por Trump e critica o coro comemorativo de Greta, se torna até um inimigo da humanidade. Finalmente, se também é católico (ortodoxo e não progressista), se poderia pensar na mordaça ou na “reeducação” (possivelmente nos ‘Laogai’ os um campo de concentração chinês, já que segundo Dom Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Pontifícia Academia das Ciências: ‘Neste momento, os que atendem melhor a doutrina social da Igreja são os chineses’). Em um debate, o Cardeal Camillo Ruini disse: “Este é um exemplo típico da ditadura do relativismo. Ou seja, em nome de algumas ideias, acredita-se não apenas poder afirmá-las, mas criminalizar as ideias diferentes. E, portanto, um relativismo que realmente se torna um absolutismo. E aqui temos que defender a liberdade de expressão, ai de nós se desistirmos disso”. Ruini acrescentou uma críticas aos “jornais católicosque continuam sendo ambíguos. E não se diz que, se permitirmos essa possibilidade de censurar juridicamente penalmente não as ofensas, não as instigações a atacar, mas simplesmente avaliações antropológicas e morais, então a verdadeira liberdade está em perigo É ridículo  que a diferença entre homem e a mulher pode eventualmente ser criminalizada“.

De fato, nascemos homem e mulher, que todos nascem da união de um homem e uma mulher e que precisam de um  pai e de uma mãe. Estas verdades se estão tornando proibidas. Mas assim se acaba proibindo o bom senso. Sempre Bento XVI disse: “A verdadeira ameaça” (também para a Igreja) “está na ditadura mundial de ideologias aparentemente humanitárias, opondo-se às quais significaria a exclusão do consentimento fundamental“. Ainda, alguns anos atrás, continua Ratzinger, «qualquer um teria considerado absurdo falar em casamento homossexual. Hoje, aqueles que se opõem a esse casamento são excomungados socialmente. O mesmo vale para o aborto e a produção de seres humanos em laboratório. A sociedade moderna está formulando um credo anticristico, opor-se a esse credo será punido com excomunhão social”.